A Educação que se move para o futuro

Num mundo em constante e acelerada transformação, o professor, mestre e curador, na arte da aprendizagem, figura ainda mais importante na tarefa de trazer conteúdos significativos e transformadores, conteúdos de qualidade, que ofertem oportunidades iguais para diferentes realidades sociais.

Nos novos tempos, tempos de transformação, flexionar e adaptar-se é crucial. Engajamento traz produtividade, força e mobilização pela e para a Educação, porque com a era digital nem toda informação é de fato comunicação. A comunicação evoluiu, a educação evoluiu, mas continuam em percurso, marcado pelo crescimento exponencial de dados moveis, a um click de distância.

Transformar, mudar, construir um modelo novo e adaptado é o perfil do profissional professor para a educação que se move para o futuro, com um rol de decisões e estratégias que perpassam o viés da colaboração e da transparência, porque a verdadeira comunicação é o resultado do que foi compartilhado como perspectiva educacional transformadora.

O valor da diversidade é combustível sustentável e precioso para, de forma não tradicional, quebrarmos paradigmas e para a criação de um protótipo pedagógico que traz perspectivas amplas para as soluções esperadas por todos nós. O poder da criatividade convoca mudanças exponenciais.

A riqueza da diversidade e olhares para o mesmo problema, transforma vieses em colaboração. Cada um em suas ações, liga pontos, e equipes podem atuar na mudança do globo. Ou seja, a transversalidade na atuação do professor, e da equipe pedagógica é marco ideal para novas conquistas.

Recursos e espaço numa aula virtual, demandam pensamentos, ações e materiais diferentes, como livros, jogos, atividades em conjunto, etc. Criar aulas online, pode melhorar o aproveitamento do tempo do educador e dos alunos, podendo estes dedicarem-se a novas propostas de atividades, aprofundar estudos e preparar novos materiais. As tecnologias poderão inovar como uma extensão da aprendizagem, abordando dúvidas, recorrências, criando uma aula mais completa.

As classes são heterogêneas, os pensamentos também. Cada professor pode acionar uma nova dinâmica para adaptar a estrutura didática e pedagógica a favor da aprendizagem, sendo este o desafio do professor profissional e digital. O ensino híbrido compila todos os benefícios do aprendizado online e offline.

Valéria Pellicano

Valéria Pellicano

Valéria Pellicano é Pedagoga, Especialista em Educação Especial com vasta experiência no processo de alfabetização e formação de professores. Atualmente coordena o Parque Escola Bico Amarelo - Acessibilidade e Inclusão, atendendo sistemas de ensino pelo Brasil.

Ensino Híbrido, Decisão e Estratégia

Estamos todos em processo de reflexão sobre protocolos para a retomada das aulas presenciais, onde poderá ser aplicado o Ensino Híbrido: aulas assistidas presencialmente e online com a utilização de recursos digitais que permitem realizar atividades virtuais e em outros espaços.

Mudar exige cuidado, foco, e acima de tudo, habilidade em responder a novas experiências e novas perspectivas para uma sociedade mais justa, fraterna e sustentável. Fertilidade exige colaboração e compartilhamento em rede, insight e criatividade ao pensar novos modelos, estabelecer novas criações e inovar.

Este é um momento de mudança proativa na docência e na gestão escolar em conexão com o aluno e sua família. Analisar os modelos de Ensino Híbrido no modelo sustentado de aulas online e presenciais conjugadas, oportunizando rotação por estações, laboratório rotacional, rotação individual, sala de aula invertida é uma proposta

Pequenos avanços fazem robusta uma ideia. O sistema educacional, com o professor à frente de sua turma de alunos, segue aperfeiçoando metodologias. O mundo não é mais nítido. Vivemos um mundo em transição, híbrido. Um conjunto estratégico para o reconhecimento mais amplo de uma situação nesse aprendizado coletivo é aporte para a travessia.

Nessa passagem, o termômetro é o atendimento ao aluno, resiliência e tolerância para que essa adaptação se faça atraente e eficiente para atingir os resultados esperados, até mesmo com uma nova forma de avaliação, muito mais assertiva.

Estamos num momento de provocação, de alta reflexão sobre o ensino via autoaprendizagens. Seremos professores híbridos e teremos alunos cada vez mais protagonistas de sua trajetória, desde que haja suporte suficiente para podermos fazer um trabalho como sempre árduo, mas pleno de sucesso.

Nos procedimentos para um protocolo pedagógico para o professor, o primeiro passo é identificar como será o seu plano, como serão as aulas, e pensar nos detalhes imprescindíveis como a duração da aula, atividades e avaliação nos formatos virtuais e presenciais.

Certamente que autodidatas em acolhimento estaremos acolhendo nossos alunos e nos acolhendo como profissionais. O nosso maior desafio é escrever passo a passo, como educadores aprendizes que somos, o roteiro desse marco histórico na Educação, que pede decisão e estratégia.

Valéria Pellicano

Valéria Pellicano

Valéria Pellicano é Pedagoga, Especialista em Educação Especial com vasta experiência no processo de alfabetização e formação de professores. Atualmente coordena o Parque Escola Bico Amarelo - Acessibilidade e Inclusão, atendendo sistemas de ensino pelo Brasil.

Aproximação Família e Escola no Ensino Híbrido

Há forte possibilidade de implementação do Ensino Híbrido na retomada das aulas. O Ensino Híbrido no modelo disruptivo é o recurso implementado neste momento por Secretarias de Educação e Sistemas de Ensino, sendo as aulas e atividades disponibilizadas em formato de vídeo, utilizando canais abertos ou plataformas digitais, onde se incluem atividades diárias e propostas avaliativas.

Como estratégia de superação para o desafio educacional da atualidade, o Ensino Híbrido loga o mundo digital, a família, o aluno e a escola, e redefine a proposta educativa também no modelo sustentado, ao alinhar atividades presenciais e online, inovando propostas de aprendizagem.

Entre as possibilidades do modelo sustentado no Ensino híbrido, apresentam-se as propostas de rotação por estações, laboratório rotacional, rotação individual, e sala de aula invertida como destaque.

Na proposta de sala de aula invertida, o aluno estuda o assunto a ser abordado antes das aulas presenciais, preparando-se para a exposição do tema pelo professor. Ambos contrapõem ideias e vieses para o conteúdo e nessa troca de experiências e discussão dos conteúdos, o aluno pode demonstrar sua autonomia, e seu modo de pensar para chegar ao conhecimento.

Na rotação por estações, a turma é dividida em estações de trabalho, cada uma com função específica, mas que, em conjunto, atingem um objetivo comum. Aluno ou grupo trabalham em diferentes estações e, durante o processo passam por todas as estações.

No laboratório rotacional divide-se a turma em duas categorias: alunos que farão a matéria prática e alunos que farão a parte teórica e em tempo estabelecido, cada grupo inverte a sua estação, visando diferentes modos de chegar a conclusões e aprendizagem. Um exemplo é uma estação para estudar a teoria de um jogo e suas regras e outra estação para jogá-lo e ter a experiência de como funcionam essas regras.

Em rotação individual o aluno trabalha individualmente, passando pelas estações de estudo. O roteiro é personalizado pelo estudante, deixando ainda mais autônomo o percurso.

Todo o tempo, família e escola se aproximam no Ensino Híbrido. Os processos online e presencial se complementam, buscando otimizar o conhecimento e despertar no estudante uma característica de pesquisa, com soluções e respostas de forma autônoma pelo acesso contínuo à diversidade de atividades e propostas.

Valéria Pellicano

Valéria Pellicano

Valéria Pellicano é Pedagoga, Especialista em Educação Especial com vasta experiência no processo de alfabetização e formação de professores. Atualmente coordena o Parque Escola Bico Amarelo - Acessibilidade e Inclusão, atendendo sistemas de ensino pelo Brasil.

Vivenciando o Ensino Híbrido

Sabemos que a aproximação família e escola realizada neste ano letivo tem sido primordial no enfrentamento dos desafios que se apresentam. Material didático e tecnologia educacional são atualmente aporte para vivências pedagógicas interativas entre família e escola.

Abordagens pedagógicas e recursos tecnológicos associados aos protocolos para saúde pessoal, social e financeira, alinhados ao sentimento amoroso e fraterno habilitam um conteúdo interativo. Unidas, família e escola definem e facilitam cada passo desse percurso e constroem uma Educação humanizada e ativa.

Nesse sentido, o Ensino Híbrido – blended learning ou b-learning – é uma alternativa de ensino que compreende as novas tecnologias educacionais e que pode expressar proativamente os Direitos de Aprendizagem, os Campos de Experiência, as Competências e Habilidades da BNCC.

A oferta de Ensino Híbrido caracteriza-se pelo uso de soluções combinadas ou mistas, via experiências e estratégias de aprendizagem que integram as tecnologias da informação e comunicação como facilitadoras e potencializadoras do ensino.

Este formato híbrido cria modelos que mesclam momentos em ambiente virtual, utilizando ferramentas da educação a distância, com a aprendizagem presencial. Portanto, deve passar por discussão e planejamento, evidenciando potencialidade e controle de tempo, lugar, caminho e ritmo de aprendizagem.

Ao utilizar alternativas de personalização do aprendizado, o Ensino Híbrido em suas duas formas: modo síncrono, nos webinários, classroom, aulas ao vivo, fóruns de discussões em que todos participam ao mesmo tempo, traz um formato ideal para uma interação mais próxima com o tutor e demais alunos. Já no modo assíncrono, traz flexibilidade de lugar e momento, ideal para estudar sem comprometer um horário específico.

O fundamental nesse aporte do Ensino Híbrido, é garantir e respeitar os diferentes estilos de aprendizagem e o desenvolvimento das competências apresentadas pela BNCC na Educação Básica: conhecimento, pensamento científico, crítico e criativo, repertório cultural, comunicação, cultura digital, trabalho e projeto de vida, argumentação, autoconhecimento e autocuidado, empatia e cooperação, responsabilidade e cidadania, fortalecendo o trabalho pedagógico dentro das habilidades específicas da Educação Infantil até o Ensino Médio, portas para o Ensino Superior.

Valéria Pellicano

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Valéria Pellicano é Pedagoga, Especialista em Educação Especial com vasta experiência no processo de alfabetização e formação de professores. Atualmente coordena o Parque Escola Bico Amarelo - Acessibilidade e Inclusão, atendendo sistemas de ensino pelo Brasil.

A BNCC e os Direitos de Aprendizagem Relacionados ao Currículo e Planejamento – Parte 2

A BNCC e os Campos de Experiência trazem configurações e guias para a evolução conceitual do Currículo e propõem ao Planejamento autonomia e clareza, priorizando situações e experiências concretas entrelaçadas aos conhecimentos e habilidades evidenciadas a cada fase, oferecendo oportunidades de agir, criar e produzir cultura.

O eu, o outro e o nós. Prima pela construção da identidade e subjetividade via experiências de autoconhecimento e interações positivas, noção de pertencimento e valorização das tradições culturais. Trabalha a autonomia, a empatia e a interdependência com o meio.
Corpo, gestos e movimentos. Têm foco no uso do espaço com o corpo e variadas formas de movimentos, construindo referências de como ocupar o mundo, a vida cotidiana e o mundo da fantasia, interagindo com diferentes linguagens artísticas e culturais, enfatizando o contato e expansão das formas de expressão corporal.

Traços, sons, cores e formas. Incentiva o contato recorrente com manifestações culturais, artísticas e científicas, amplia o repertório artístico e faz o reconhecimento de preferências em arte, capacidade de improvisação e contato com as festas populares.
Escuta, fala, pensamento e imaginação. Aponta para o comportamento expressivo e o papel como leitor e ledor, imaginação e representação, interesse pela linguagem escrita, experiências gráficas em contextos significativos do cotidiano, organização do pensamento e atos de ler e escrever de maneira espontânea.

Espaço, tempo, quantidades, relações e transformações. Favorece a construção das noções de espaço em situações estáticas e dinâmicas, esquema corporal, percepção espacial e dos objetos, relações de tempo físico e cronológico, ordem temporal e histórica. Agrega as transformações dos diferentes modos de viver em outras épocas e culturas e a ideia de causalidade a partir dos variados materiais, situações e objetos.

É fato: os Campos de Experiência transformam Currículo e Planejamento, pois privilegiam empatia aos propósitos que guiam nossas vidas, desejos, quem somos, como reconhecemos o passado, como vivemos o presente e semeiam futuros dinâmicos sobre o que e quem queremos ser.

Valéria Pellicano

Valéria Pellicano

Valéria Pellicano é Pedagoga, Especialista em Educação Especial com vasta experiência no processo de alfabetização e formação de professores. Atualmente coordena o Parque Escola Bico Amarelo - Acessibilidade e Inclusão, atendendo sistemas de ensino pelo Brasil.

Educação em Foco
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Vivenciando o Ensino Híbrido

Sabemos que a aproximação família e escola realizada neste ano letivo tem sido primordial no enfrentamento dos desafios que se apresentam. Material didático e tecnologia

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A BNCC e os Direitos de Aprendizagem Relacionados ao Currículo e Planejamento

Os Direitos de Aprendizagem explicitados pela BNCC legitimam currículo e planejamento como referência para a construção do conhecimento e sua apropriação, e descartam seleção, promoção ou classificação de um sujeito para outro e para o todo.

Conviver: na diversidade de formas, espaços e tempos, parceiros de brincadeira (crianças e adultos), indica o caminho para a Educação que pensa e amplia o respeito à cultura e às diferenças pelo (re)conhecimento de si e do outro.

Brincar: é a iniciativa a ser acolhida e enriquecida no planejamento, associando temáticas artísticas, literárias e conceituais, emergindo novas percepções. Amplia e diversifica o acesso a conhecimentos, imaginação, criatividade, experiências emocionais, corporais, sensoriais, expressivas, cognitivas, sociais e relacionais, essenciais ao desenvolvimento.

Participar: propõe envolver as crianças na organização do cotidiano coletivo, permitindo escolhas, decisões e posicionamentos sobre a estrutura, materiais, espaços e procedimentos, e traz ao professor aporte para observar os resultados e otimizar seu planejamento.

Explorar: reitera elementos concretos e simbólicos, dos saberes culturais: arte, escrita, ciência e tecnologia. Explorar diferentes materiais, movimentos, gestos, sons, formas, texturas, cores, palavras, emoções, transformações, relacionamentos, histórias, objetos, elementos da natureza. Observar, escutar, refletir e perceber o que é pertinente e necessário para si e para todos.

Expressar: indica o sujeito dialógico, criativo e sensível que somos. Sujeitos de necessidades, emoções, sentimentos, dúvidas, hipóteses, descobertas, opiniões, questionamentos. Rodas de conversa, escuta e expressão, conselhos e assembleias com votação e argumentação para tomada de decisões que afetam o coletivo são imprescindíveis no planejamento pedagógico.

Conhecer-se: descoberta de si e do outro, construção de identidade e imagem positiva pessoal, social, cultural e dos grupos de pertencimento. Experiências de cuidado no contexto escolar, familiar e comunitário são estratégicas. Sentir-se cuidado e aprender a cuidar-se, desperta a consciência sobre si e seu corpo e o cuidado do outro.

É fato: os direitos de aprendizagem privilegiam ações e interações com o mundo físico e social que resultam em aprendizagem natural e espontânea, imprimindo intencionalidades proativas ao currículo e planejamento.

Valéria Pellicano

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Valéria Pellicano é Pedagoga, Especialista em Educação Especial com vasta experiência no processo de alfabetização e formação de professores. Atualmente coordena o Parque Escola Bico Amarelo - Acessibilidade e Inclusão, atendendo sistemas de ensino pelo Brasil.

Educação em Foco
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Sabemos que a aproximação família e escola realizada neste ano letivo tem sido primordial no enfrentamento dos desafios que se apresentam. Material didático e tecnologia

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A nova maneira de organização do ensino implementada pela BNCC

Garantir o acesso às competências gerais estipuladas pela BNCC, tornam o contexto educacional mais justo, igualitário e inovador, ao reconhecer a Educação Infantil como fundamental para a construção da identidade e subjetividade do aluno, significando um marco histórico objetivo e pontual, ao estabelecer direitos de aprendizagem e campos de experiência. As práticas alinhadas aos interesses e necessidades do aluno garantem enfaticamente o sucesso da vivência educativa.

Direitos de aprendizagem e campos de experiência são fundamentais para nortear e apoiar o aprender, enfatizando noções, atitudes e afetos que, aflorados, influenciam a trajetória do ser e do aprender ao longo da vida.

Unidades temáticas, habilidades e objetos de conhecimento são prioridades a cada passo. Orientando e acompanhando empaticamente vivências e experiências para o desenvolvimento da identidade pessoal e social do aluno, garantem espaço, tempo, expressão e liberdade para o interagir, explorar, pesquisar, imaginar e movimentar-se.

Para contemplá-los, precisamos agir pedagogicamente e socialmente a fim de garantir experiências, vivências, atividades e propostas alinhadas a cada aspecto considerado fundamental nesse processo. Todo o aporte para a aprendizagem é construído pela espontaneidade, seus porquês e suas respostas.

Enquanto a sistematização dos conceitos é proposta a partir do Ensino Fundamental, quando as formulações poderão e deverão ser embasadas no currículo de cada disciplina, o desenvolvimento de estratégias de observação, formulação de questionamentos, criação de hipóteses, exposição de sentimentos, espaço para narrativas e o pensar sobre o mundo e sobre cada espaço tem seu princípio na Educação Infantil.

A nova maneira de organização do ensino implementada pela BNCC acolhe o ser e seus mundos. Os múltiplos universos possíveis, prováveis ou improváveis importam e se conjugam em sistemas, influenciados pela natureza humana, o meio ambiente e o meio social.

Em cada ser há um mundo a ser explorado. O planeta Terra é o planeta Água, é o planeta Vida. Os campos de experiência delimitam os recursos, e os direitos de aprendizagem delineiam o percurso riquíssimo do aprender e recriar conhecimento, solidariedade e luz na Educação Básica – Educação Infantil, Ensino Fundamental e Ensino Médio.

Valéria Pellicano

Valéria Pellicano

Valéria Pellicano é Pedagoga, Especialista em Educação Especial com vasta experiência no processo de alfabetização e formação de professores. Atualmente coordena o Parque Escola Bico Amarelo - Acessibilidade e Inclusão, atendendo sistemas de ensino pelo Brasil.

Família e Escola – Acolhimento e Orientação

Em determinado momento, neste 2020, famílias e escolas foram chamadas a alinhar ações, pensamentos e sentimentos, criando uma nova identidade para o ensinar e aprender. A chamada acontece todos os dias. Pais e professores respondem presença, não somente o aluno.

Sendo assim, mais do que nunca e sempre, família, escola, acolhimento e orientação precisam comunicar-se num diálogo mediador e de superação. Voltamos todos a ser alunos, nos reinventamos aprendendo a cada instante a ciência da renovação. O momento pede mediação entre a pessoa e o profissional que somos com a posição que ocupamos na família.

Propor atividades, observar a criança ao realizá-las, segurar a mão da criança no contorno de uma letra, conferir resultados de respostas e cálculos, folhear cadernos e livros buscando o conteúdo, o texto, a imagem, a página certa, ouvir uma leitura. A família, pai, mãe, avós, tios, irmãos têm sempre nas mãos essas tarefas. Agora ainda mais.

A BNCC ‒ Base Nacional Comum Curricular, em seus Campos de Experiência que percorrem o currículo desde a Educação Infantil, contempla: Eu, o outro e nós; Corpo, gestos e movimentos; Traços, sons, cores e formas; Escuta, fala, pensamento e imaginação; Espaços, tempos, quantidades, relações e transformações. É certo que família e escola seguem unidos uma jornada intensa de descobertas e experimentações, acolhendo, orientando, ofertando e comungando ações.

Material didático e tecnologia educacional são o aporte para essas vivências interativas entre família e escola, mas o sentimento amoroso e fraterno é que define e facilita cada passo desse percurso para a garantia da aprendizagem.

O caminho se faz tortuoso muitas vezes, mas é evidente a força em cada um para a superação de todos os obstáculos.

A jornada começou há cerca de três meses, a linha de chegada está adiante e, quando a atingirmos, ouviremos todos, os aplausos. No pódio estarão cada aluno e sua família, cada professor e cada escola, vitoriosos e enaltecidos pelo esforço forte e amoroso que se impôs a todos nós.

Nessa jornada, firmes e constantes, família e escola são guiados para a linha de chegada. Mais do que merecedores de medalhas, tornam-se mais fraternos e solidários.

Valeria Pellicano
Pedagoga
Londrina, junho de 2020.

Valeria Pellicano

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Valeria Pellicano é Pedagoga, Especialista em Educação Especial com vasta experiência no processo de alfabetização e formação de professores. Atualmente coordena o Parque Escola Bico Amarelo - Acessibilidade e Inclusão, atendendo sistemas de ensino pelo Brasil.