INCLUSÃO: UM ASSUNTO PARA TODOS NÓS!

“A inclusão acontece quando se aprende com as diferenças, 

e não com as igualdades.” 

Paulo Freire

Considera-se pessoa com deficiência aquela que tem um impedimento de longo prazo. Este impedimento pode ser de natureza física, mental, intelectual ou sensorial e, em interação com uma ou mais barreiras, pode obstruir a participação plena da pessoa na sociedade, em igualdade de condições com as demais pessoas.  

Segundo a ONU, 10% da população mundial possui algum tipo de deficiência. No Brasil, de acordo com o IBGE, 24% de nossa população – ou seja, 45,6 milhões de pessoas – se declara com deficiência.  

A Educação Inclusiva se dedica a atender às necessidades especiais que um aluno possa ter, da Educação Infantil ao Ensino Superior. Porém, apesar de regulamentada e com claras definições sobre atendimento educacional especializado (AEE), a Educação Inclusiva ainda é um desafio para a grande maioria das escolas brasileiras.  

A escola reflete o contexto social, político e econômico da sociedade. Esta entrega à escola seus infantes, para que se trabalhe com eles conhecimentos, valores, habilidades e costumes. Como a sociedade é formada por diversas e diferentes pessoas (incluindo-se aí as pessoas com deficiência), espera-se que a escola acolha e prepare a todos, respeitando as diferenças.  

Porém, apesar do esforço de muitas instituições de ensino para praticar uma educação verdadeiramente inclusiva, as dificuldades encontradas para implementar esta inclusão fazem parte do dia a dia da escola: falta de uma estrutura adequada, falta de capacitação e preparo dos(as) professores(as) e, algumas vezes, até a falta de carinho, paciência e apoio familiar.  

Se pensarmos que a inclusão escolar está diretamente relacionada com ações políticas, pedagógicas, culturais e sociais, somente um movimento conjunto pode tornar possível a interação de crianças com necessidades especiais junto com as crianças sem necessidades especiais convivendo no mesmo ambiente escolar, aprendendo e respeitando as diferenças. 

Experimentando a leitura e travando contato com diferentes tipos de literatura, as crianças e jovens com deficiência têm a oportunidade de acessar diferentes leituras do mundo e, assim, assimilar diferentes conceitos. Desta maneira, quanto mais frequente for o acesso à literatura, mais informações diferentes e variadas as crianças captarão – o que, no final, tornará muito mais rico o seu aprendizado.  

No entanto, alguns ajustes podem e devem ser implementados. Com a adaptação dos livros infantis, temos uma forma de possibilitar não só o contato das crianças com a leitura, mas com a aquisição de conceitos e de novas estruturas linguísticas, por exemplo. 

Neste sentido, através da coleção Clássicos ao meu Alcance, a FTD Educação torna alguns dos livros mais famosos do mundo, acessíveis a todas as crianças e adolescentes a partir dos 8 anos. As histórias foram adaptadas por Carlo Scataglini, maior especialista italiano em facilitação do ensino. A coleção celebra a parceria da FTD Educação com a Erickson, editora e centro de estudos com foco em pesquisa nas áreas de ensino, dificuldades de aprendizagem, necessidades educacionais especiais, inclusão social, psicologia clínica e aplicada, trabalho social e políticas de bem-estar. 

Estes são alguns dos recursos da coleção: 

Histórias contadas  
Por meio de frases curtas e diretas com ilustrações coloridas que ajudam na compreensão.  

Edições adaptadas  
Facilitadas para cada criança ler em seu próprio ritmo.  

Contexto e vocabulário   
Auxilia no entendimento da história e no aprendizado de novas palavras.  

Audiobook  
Os livros apresentam versões em áudio que podem ser ouvidas em tablets ou smartphones.  

Diversão  
As obras trazem passatempos e atividades para se divertir e consolidar a compreensão da história.   

Você assiste ao book trailer da coleção e explora os facilitadores dessas obras, explicados um a um. Dê o play! 

Fechamos este texto com um trecho de um poema de Judite Hertal:  

“Como as aves, pessoas são diferentes em seus voos, mas iguais no direito de voar.”


Paulo Lima é Consultor Educacional Confessional da FTD. Biólogo de formação, é também escritor, palestrante e, atualmente, faz mestrado em Educação na Universidade Federal do Rio Grande.  


*Práxis é a união dialética entre teoria e prática.  

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