A BNCC e os Direitos de Aprendizagem Relacionados ao Currículo e Planejamento

Os Direitos de Aprendizagem explicitados pela BNCC legitimam currículo e planejamento como referência para a construção do conhecimento e sua apropriação, e descartam seleção, promoção ou classificação de um sujeito para outro e para o todo.

Conviver: na diversidade de formas, espaços e tempos, parceiros de brincadeira (crianças e adultos), indica o caminho para a Educação que pensa e amplia o respeito à cultura e às diferenças pelo (re)conhecimento de si e do outro.

Brincar: é a iniciativa a ser acolhida e enriquecida no planejamento, associando temáticas artísticas, literárias e conceituais, emergindo novas percepções. Amplia e diversifica o acesso a conhecimentos, imaginação, criatividade, experiências emocionais, corporais, sensoriais, expressivas, cognitivas, sociais e relacionais, essenciais ao desenvolvimento.

Participar: propõe envolver as crianças na organização do cotidiano coletivo, permitindo escolhas, decisões e posicionamentos sobre a estrutura, materiais, espaços e procedimentos, e traz ao professor aporte para observar os resultados e otimizar seu planejamento.

Explorar: reitera elementos concretos e simbólicos, dos saberes culturais: arte, escrita, ciência e tecnologia. Explorar diferentes materiais, movimentos, gestos, sons, formas, texturas, cores, palavras, emoções, transformações, relacionamentos, histórias, objetos, elementos da natureza. Observar, escutar, refletir e perceber o que é pertinente e necessário para si e para todos.

Expressar: indica o sujeito dialógico, criativo e sensível que somos. Sujeitos de necessidades, emoções, sentimentos, dúvidas, hipóteses, descobertas, opiniões, questionamentos. Rodas de conversa, escuta e expressão, conselhos e assembleias com votação e argumentação para tomada de decisões que afetam o coletivo são imprescindíveis no planejamento pedagógico.

Conhecer-se: descoberta de si e do outro, construção de identidade e imagem positiva pessoal, social, cultural e dos grupos de pertencimento. Experiências de cuidado no contexto escolar, familiar e comunitário são estratégicas. Sentir-se cuidado e aprender a cuidar-se, desperta a consciência sobre si e seu corpo e o cuidado do outro.

É fato: os direitos de aprendizagem privilegiam ações e interações com o mundo físico e social que resultam em aprendizagem natural e espontânea, imprimindo intencionalidades proativas ao currículo e planejamento.

 

Valeria Pellicano

Valeria Pellicano é Pedagoga, Especialista em Educação Especial com vasta experiência no processo de alfabetização e formação de professores. Atualmente coordena o Parque Escola Bico Amarelo – Acessibilidade e Inclusão, atendendo sistemas de ensino pelo Brasil.

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