Recomendações para a volta às aulas

Versão Preliminar, 25 de maio de 2020

Algumas recomendações para a volta às aulas, retiradas da experiência internacional:

• Quem define o momento de voltar são as autoridades de saúde do estado ou do município;
• O processo de retorno é sequencial, ou seja, não voltam todas as séries ao mesmo tempo;
• O processo de aprendizagem em casa continua mesmo depois do retorno, pois algumas turmas estarão ainda em casa quando seus colegas já voltaram e as turmas maiores serão divididas para permitir distanciamento físico dentro de cada sala;
• Neste segundo caso, haverá inicialmente rodízio de estudantes: metade da turma assiste aulas duas a três vezes por semana e, nos outros dias, fica em casa, a não ser que haja auditórios disponíveis ou os pais não sintam confiança em mandar as crianças para a escola. Os que ficam em casa continuam fazendo atividades de aprendizagem remota;
• A creche não volta em 2020, dados o excesso de adultos por sala e o contato mais íntimo com crianças que não podem usar máscaras. No pior dos casos, voltam apenas as crianças a partir dos dois anos;
• Haverá o retorno inicialmente dos mais velhos (3° ano do Ensino Médio, 9°ano e 5° ano) e uma ampla discussão e comprometimento deles, como protagonistas, para persuadir seus colegas mais jovens a cumprir as normas sanitárias explicadas pelas autoridades de saúde e afixadas em cada sala;
• Haverá, no retorno de cada série uma atividade de acolhimento para lidar com as dores emocionais e os aprendizados ocorridos no período;
• Alguns dias depois, uma avaliação diagnóstica para identificar gaps de aprendizagem e encaminhar para um sistema já formatado de reforço escolar;
• Haverá monitoramento sério de indicadores de saúde entre os alunos e as aulas, em cada escola (e não necessariamente no sistema ou rede) podem ser interrompidas se novos casos forem lá identificados;
• A equipe de psicologia da própria rede (ou em parceria com a saúde) vai apoiar o processo de retorno, para lidar com problemas de ansiedade ou angústia gerados pelo longo tempo de reclusão em casa;
• Haverá busca ativa dos alunos que não retornarem. Esta busca deve se iniciar antes do retorno a partir da não participação nas atividades à distância propostas.


“Recomendações para a volta às aulas”, de Claudia Costin, Diretora do CEIPE FGV. O texto foi publicado pelo FGV EBAPECentro de Excelência e Inovações em Políticas Educacionais. Confira o documento na íntegra, clicando aqui

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