Para o estudante Você dá ou pensa em dar mesada para seus filhos? Então, leia isto!

A mesada é um tema que eu adoro, pois é um hábito bastante presente na nossa cultura e é um assunto que traz a oportunidade de explorar vários aprendizados.

Eu recebia esporadicamente mesada dos meus pais e ainda não dei mesada para a minha filha, que hoje já está com 17 anos, mas muitas famílias repetem o padrão de dar mesada para seus filhos.

Algumas famílias começam a dar dinheiro para crianças bem pequenas, por hábito, sem nem ter a intenção de educá-las financeiramente e, outras, já fazem isso com mais critérios e estão focadas em introduzir algumas práticas que contribuam para a formação de filhos financeiramente independentes e responsáveis.

Geralmente, damos dinheiro às crianças na esperança de que elas possam ir aprendendo aos poucos a fazer melhores escolhas, aprendam que o dinheiro é finito e que precisamos definir prioridades. Mas será que só dar o dinheiro a cada semana ou mês, é suficiente?

A mesada pode ser um meio para educar financeiramente as crianças e os jovens, mas, cada dia mais acredito que é importante planejar as regras e adaptar os valores à realidade de cada família e aos objetivos desejados com essa prática, para conseguir melhores resultados.

Um ponto importante, é ter em mente que dar dinheiro para os filhos, com frequência, não costuma ser um bom aprendizado para a vida real, já que, na prática, é necessário ensiná-los a gerar dinheiro com suas habilidades, conhecimentos e esforços. Nós, adultos, sabemos e sentimos na “pele” os desafios para gerar dinheiro todos os meses, não é mesmo?

Vou listar seis sugestões que podem ser implementadas e que contribuirão para que o ato de dar a mesada seja mais educativo. Lembre-se de adaptar à sua realidade e sempre levar em conta a idade das crianças para não criar algo estressante e chato, afinal, queremos que nossos filhos desenvolvam uma relação positiva com o dinheiro.

1 – Estabeleça períodos intercalados para dar a mesada em vez de ser algo constante e garantido o ano todo, isso ajuda a eliminar a sensação de que o dinheiro vem de forma passiva para o bolso e contribui para o uso estratégico ao longo do tempo.

2 – Defina objetivos para o uso da mesada, por exemplo: o dinheiro deve ser usado para pagar os lanches da escola, o transporte e gastos pessoais extras. Isso exigirá que a criança ou o jovem planeje e gerencie o uso do dinheiro, ao longo do tempo, para cumprir os objetivos.

3 – Tribute o valor combinado na hora do pagamento e assim já estará ensinando sobre a necessidade de pagar os impostos, que no caso de assalariados, já é retido na fonte.

4 – Cobre juros para fazer adiantamentos e já ensine sobre o alto custo de usar crédito.

5 – Remunere o dinheiro que fica aplicado e incentive o hábito de guardar e fazer investimentos;

6 – Evite remunerar serviços domésticos do dia a dia, pois isso ajudará a ensinar sobre a importância da colaboração voluntária na família e na comunidade.

Estes são alguns exemplos de como incrementar a prática de dar a mesada para obter melhores resultados na Educação financeira dos filhos. Mas lembre-se, é possível ensiná-los sem dar a mesada e faremos outros artigos para trazer sugestões para os que preferem dar dinheiro esporadicamente e, também, para os que preferem não envolver dinheiro, no primeiro momento.

É possível ensinar aos filhos o uso responsável, empreendedor, ético e sustentável do dinheiro, e isso será útil para a vida pessoal, familiar e social deles, independentemente das escolhas profissionais. Invista tempo nesses ensinamentos e colherá frutos valiosos!

Carolina Ligocki

Carolina Ligocki, autora e diretora da Oficina das Finanças. Nasceu em 1974. É bióloga, mãe, esposa, filha, irmã, amiga, autora e empresária. Atua, juntamente com o marido, Leonardo Silva, desde 1999, no desenvolvimento do método dos 6Gs, que estimula comportamentos financeiros sustentáveis, na Oficina das Finanças. Uma de suas paixões é impactar positivamente a vida das pessoas com conteúdos e estratégias inovadoras a respeito desse assunto. É autora de mais de doze livros de educação financeira comportamental para crianças, jovens e adultos, e que já atingem mais 100.000 pessoas em todo o Brasil.

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